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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Stress



 Há um tique-taque insuportável dentro de minha cabeça.
 
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac…. Meu próprio relógio interno fica gritando: “Vc está atrasado!”.

Nervosismo.

A perna fica pulando.. tremendo, “Desculpa, não faço porque quero!”

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um Convite para a Ternura


Tenho olhos na alma.
Eles são diferentes dos olhos da face, pois eles não vêem o que se mostra, mas aquilo que se esconde.
Com meus olhos da alma pude ver muitas coisas no mundo: amores, tristezas, paixões, traumas, prazeres, maldade, ganância, inveja, solidariedade, calma, alegria, medo. E tantas outras coisas.
Mas havia algo que eu não entendia o que era, havia uma mancha disforme que existia em todas as almas que vi, algumas menores e outras maiores, algumas tomavam toda a alma.
Mas era uma mancha curiosa, pois não era uma mancha de coisa escura, era uma mancha clara, como se no lugar houvesse uma ausência. Como um câncer que funcionasse ao contrário, ao invés de fazer crescer desordenadamente, fizesse matar desordenadamente.
Então, isso me incomodou, e por muito tempo não entendi o que era. Hoje percebi. Era a Solidão.
 Solidão é essa doença da alma que nos deixa ocos. É esse câncer invertido que vai consumindo a si próprio e se alimentando do resto de alma que temos.
Então, senti uma dor em meu peito, e quando olhei com meus olhos no espelho de minha vida, vi que em mim também há essa mancha de vazio.
Curiosamente, vi que na borda de minha mancha havia como uma substância bonita, furta-cor brilhante, e me parecia que essa substância estava a tentar cobrir meu buraco, parecia já ter reconstruído uma parte.
Então, com meus olhos, prestei mais atenção e descobri.
Há um remédio para a Solidão. É a Ternura.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Maioridade

Até hoje me lembro de um dia em minha quinta série, em que minha professora nos perguntou "Quantos anos vocês terão no ano de 2005? E 2010? E 2020?"
Aquele, ela o ano 2000 e eu tinha 10 anos.
Me lembro que em vez de fazer as continhas para descobrir minha idade (até pq era bem fácil e fiz de cabeça), fiquei pensando "Como será que é tem 15 anos? Deve ser incrível!"
Pois bem, meus quinze anos vieram, foram incríveis e se foram, mas no final não pareceram grande coisa. E quando estava com quinze eu parei e me perguntei, "Como será que é ter 20 anos? Deve ser perfeito! Terei carta, poderei sair de casa, terei meu próprio dinheiro, serei livre!"
Pois bem, meus vinte anos chegaram e agora. Acabaram.
Eu não estava errada, foi perfeito, eu tenho carta, tenho meu dinheiro, tenho namorado, tenho amigos e conquistei minha liberdade. Mas vieram junto as responsabilidades. Essas, eu nunca pensei que cairiam em mim com tanta leveza e ao mesmo tempo com tanta importância.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Time after time....

Estou em um trem.
Há um barulho constante, meio surdo, meio oco, mas que fica zumbindo no meu ouvido e parece dizer "mais rápido... mais rápido...".  Olho para fora e lá aparecem muitas coisas: céu, árvore, folha, pássaro, gente, cidade, cachorro, alegria, nojo, rebeldia, tristeza, sorrisos, mundo. Mas tudo é rápido de mais, não consigo ver, não consigo sentir!
Então e respiro e me concentro. Tento parar o tempo e ver uma coisa por vez, apreciar sua forma, cheiro e sabor, sentir de verdade... e, então, quando acho que consegui, começa a chover e tudo vira uma grande bola cinza e embaçada.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aquilo que esperamos

 Hoje fiz uma descoberta que sempre foi tão óbvia e eu nunca havia percebido: como a amizade é frágil.
 Quantas vezes você olha para aquela pessoa querida, seu amigo, com olhos ansiosos e interessados, ouve cada palavra que ele tem a te dizer, faz comentários, e procura de todas as formas ajudá-lo, não porque espera algo em troca, mas pq vc realmente se preocupa com ele.
E então, qnd vc consegue ajudá-lo de verdade e ele te sorri de volta, parece que seu peito se encheu e ficou mais quente e vc fica feliz, satisfeito.
 Essa é uma cena linda, que acontece bastante em nossas vidas, com coisas pequenas e grandes.

 Mas... Ah! Quem me dera essa cena fosse protagonizada por todos os amigos do mundo, se assim o fosse, garanto que não haveria uma única pessoa sentido solidão.
Mas nem tudo é leite e mel. Nem todos os amigos sabem dar amizade, alguns apenas a recebem, outros apenas a dão, e então, a balança da vida desequilibra novamente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Post de Abertura

É um pouco estanho voltar a escrever, os dedos erram as teclas e a mente parece meio embotada, mas é exatamente para reverter isso que este Blog existe. Para clarearmos o que há em nossa mente e acendermos o que há em nosso coração.

Ser um pouco mais... é o blog para não perdermos a nossa essência, aquilo que nos faz únicos e  nos mantém sãos.

Como primeiro post, emprestarei as palavras da ilustríssima Cecília Meirelles:
 "A arte de ser feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,